Ei Bauru... A casa das 14 mulheres

14:21

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Faz 4 meses e alguns dias que me mudei para Bauru com apenas o sonho de estudar Relações Públicas na UNESP, experiências alheias e sem muita ideia do que estava por vir. E entre risadas, festas e choro em posição fetal muita coisa já aconteceu, coisas que eu pensei que demorariam muito mais para se tornarem parte da minha realidade e que agora eu não me imagino sem. 

Meu curso tem uma das melhores recepções de calouros que eu pude conhecer, desde quando saiu a lista de aprovados os veteranos responsáveis (Comissão dos Bixos) nos adicionavam em um grupo no Facebook para nós irmos nos conhecendo e interagindo. 

Como 99% dos coleguinhas são de outras cidades o curso criou o Adote, os calouros interessados preenchem uma ficha de convivência (fuma? curte animais? divide quarto?...) para então ser alocado em casas ou repúblicas de veteranos interessados em nos receber por 1 mês até acharmos um lugar para ficar.

Eu morei em uma república com mais 13 meninas, sim, quando eu conto isso é meio assustador, mas com as regras de convivência certas a coisa flui que nem parece morar tanta gente assim em uma casa. Eu sempre morei com muita gente, mas foi uma das experiências mais enriquecedoras que eu já vivi, meninas com personalidades tão intensas e diferentes ensinamentos para passar. 

Fiz meu primeiro arroz graças a Julinha. Comi quiabo com frango por causa da Gabi. As conversas sobre o curso com a Duda me motivavam a continuar.  Ouvir e cantar brasilidades em voz alta é culpa da Stela. Organização nas tarefas de casa aprendi com a Mandinha. Deixei de lutar com a máquina de lavar roupa graças a Nic. Insanidade e ~fritação~ nas festas isso foi obra da Stef, Mari e Mona. Passei a valorizar os que ficaram em casa e lutam todo dia para que eu tenho a vida que escolhi com a Pri. E a entender quais amizades ficam e quais vieram só para nos marcar brevemente foi junto com a Mari, a Becca e a Vi.

É claro que nem tudo são flores, é difícil alinhar tantas vivências sem que haja atrito. É um período em que as emoções estão transbordando, uma louça a mais na pia é motivo de desentendimento, after parties então... motivo de sair de casa. Mas eu criei muito discernimento sobre o que vale a pena brigar e o que é passageiro, é enxergar as pessoas além da bagunça no quarto e perceber que existe uma bagagem de histórias e sentimentos muito intensas ali.



P.S.: A casa da foto não é a da república que eu fiquei, é apenas mais um mistério bauruense (deve ser incrível morara ali).

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