Detox Emocional

15:30


Dia desses eu estava conversando com umas amigas e surgiu a pergunta: Quando nós nos tornamos adultas? Começou então as especulações, levantamos vários momentos que achávamos que caracterizava nossa transformação em gente grande.
"Será que é quando a gente vai morar longe dos pais? Ou quando decidimos formar uma família?" "Não, deve ser antes disso, quando nós passamos a não ter mais vida social, rs" Todas as hipóteses que vinham à tona tinham alguma exceção, então acabamos voltando ao zero.
Parecia fácil identificar um adulto nos tempos dos nossos pais, normalmente aos vinte e poucos eles eram totalmente independentes, tinham opiniões muito bem formadas e muitos já constituíam uma família. 
Até pouco tempo atrás eu odiava admitir que já sou maior de idade, não parecia certo, afinal o que eu fiz aos dezoito para já estar nos dezenove? Percebi que o fato de não aceitar a minha idade estava atrasando minha vida, me privando de crescer e evoluir como pessoa. Parte disso deve-se ao medo de perder o colo da mamãe ao se aventurar pelo mundo afora, fazer suas próprias escolhas e encarar as consequências que delas podem acarretar, é fácil sair correndo pra debaixo da saia daquela que te protegeu a vida toda quando tudo parece dar errado ou se trancar no quarto declarando que não quer mais saber de ninguém.
Cadê aquela garotinha que sempre pedia pra empurrarem a balança mais alto e não ficava preocupada se caísse ralando todo o joelho? Aquela que não tinha medo da liberdade ao soltar a mão de um adulto e sair correndo na rua? Onde foi parar aquela menina destemida? Nós temos mais é que crescer, meter as caras de ver no que dá, porque se tornar adulto é um processo cheio de experiências boas e ruins nas quais que vão nos moldando aos poucos.
Com a chegada dos meus queridos vinte é o momento de olhar para dentro, refletir sobre o que tem que ser aperfeiçoado e buscar o amadurecimento tanto interno como externo. Quero me livrar das coisinhas bobinhas que me prendem aos 15 anos, não é mais o momento para guardar aquelas revistas Capricho de 2005, as agendas fofinhas ou até mesmo os bilhetinhos de sala de aula que só servem para ocupar espaço. Assim como certas amizades, que me acompanharam durante toda uma vida escolar só que hoje há um buraco enorme de incompatibilidade entre nós. Tudo isso fez parte da minha adolescência, mas já não me define mais.
Na virada para 2014 eu não perdi tempo fazendo uma lista de resoluções que eu não vou seguir, mas tenho como objetivo sair dessa maré de infantilidades e aceitar, finalmente, que eu cresci.

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